Um brinde às diferenças!

 

Definitivamente: está se tornando cada vez mais complicado se relacionar com os outros, com o diferente e as diferenças. Desde o nascimento, nós, seres humanos, começamos a criar laços, a conhecer, a lidar com o mundo ao redor e com pessoas que nem sempre são parecidas com a gente.

O tempo todo nos deparamos com a diversidade, com aquilo que na maioria das vezes não casa com o que pensamos, queremos ou aprendemos a pensar. Nem sempre as diferenças são negativas; muito pelo contrário: as diferenças, em sua grande parte, somam, nos ensinam, nos fazem refletir. No entanto, elas vão de encontro com tudo aquilo que internalizamos e que demoramos anos para tal, des(constróem) pilares de conceitos e opiniões e nos angustiam, porque estando frente a elas, nos deparamos com nossas próprias limitações.

No nosso contexto, ser único é constantemente nadar contra a maré. Somos ditados pela voz da maioria, seguimos a boiada e os que se percebem diferentes são vistos como estranhos, anormais. Mas, afinal, quem pode se afirmar normal nesse mundo louco em que vivemos?

Percebi que a beleza do ser humano está justamente na diversidade de maneiras de ser, agir e pensar. Percebi o quanto podemos ser diferentes e mesmo assim viver. Basta respeitar!

Um brinde às diferenças, às diversidades, ao desconhecido. Porque bonito é quem sabe conviver com a variedade, com as distinções de forma pacífica e respeitosa.

 

 

 

O que vale na vida é ter bons amigos!

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Incontáveis pessoas passam pela nossa vida todos os dias. Se você conseguir se lembrar de todos os amigos/colegas/conhecidos que passaram por você, parabéns pela sua memória eidética! Enfim, você, que assim como eu tem o cérebro dentro dos padrões, acaba esquecendo mesmo. São muito poucos aqueles que perduram por anos e anos, não é verdade?

Devo confessar que, a princípio, imaginei que as pessoas que se tornaram parte essencial na minha história não durariam mais do que aquele lindo período escolar, talvez por não confiar muito no ser humano em si. Mas faz anos que estou nesse mesmo”grupo”, crescendo junto e acompanhando cada um em sua jornada.

É verdade que para muitos é complicado manter uma amizade por tantos anos, mas quem disse que é tarefa fácil?? Manter os laços duradouros requer tempo e esforço sim. Requer uma consciência da presença do outro. Requer procura e vontade de saber como andam as coisas, como vai a vida, marcar pequenos encontros com mais frequência. Não se deve deixar uma história assim para depois, para as reuniões anuais, para os aniversários. É necessária a vontade de querer estar realmente por perto, mesmo que a distância os tenha separado.

Conforme a vida adulta vai batendo a nossa porta, dizem que não teremos mais tempo para nada. Nem mesmo para os amigos. Mas quer saber? A realidade é que a gente sempre vai ter menos tempo, menos espaço na agenda, mais coisas a fazer, mais preguiça, mais cansaço e por aí vai…E se acreditarmos verdadeiramente nisso, a vida já era!

Uma amizade verdadeira, sólida, é como casa de vó. A gente não vai sempre, mas ela está lá, ela nos ama, ela lembra muita da gente, e quando a gente vai visitar, rapidinho ou pra ficar sem hora pra ir embora, é a maior delícia e a comida é sempre mais gostosa.

Uma amizade só vale ser cultivada se te faz bem. Se você, quando está ao lado deles, se sente parte de uma coisa muito maravilhosa, maior, magnífica, que transcende as coisas que a gente consegue explicar. Se há respeito. Se ninguém fica querendo te botar pra baixo com desculpinha de que ‘ah, é só brincadeira’. Onde já se viu amigo querer te deixar bolado? Amigo bota sorriso no rosto, seca suas lágrimas e divide comida, protetor solar e espaço na cama.

É sério isso. Não se esforce pra ter ao seu lado alguém que não te faz bem. Que não te quer bem. Amizade é o seu murinho de amor que te protege de todas as coisas horrorosas que esse mundo fica tacando na gente. E não dá pra ter buraco nesse murinho. Tem que ser divertido, gostoso, bom, alegre. Se não, não vale a pena.

“Não fossem os amigos de infância e o espelho, a gente nunca saberia que está ficando velho.” (Ziraldo)

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À Jully

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De volta ao ano 2000…ano que deu início à nossa história. Um presente há muito desejado (comum nessa fase da vida): meu primeiro bichinho de estimação. O coração ao mesmo tempo alegre e ansioso indo ao encontro da realização de seu sonho.

Foi amor à primeira vista. Como explicar essa sensação causada por esse pequeno ser de quatro patas que eu mal conhecia? Será seu olhar cativante? Sua empolgação por alguém que nunca havia visto? Sinceramente? Não existe explicação e ponto! Uma certeza já estava comigo: se chamaria Jully.

A cada dia que passava, esse novo membro da família encantava e cativava todos ao seu redor. Mesmo demonstrando grande independência e até mesmo um ar autoritário e esnobe, essa “criança” demonstrou a imensa companheira que podia ser nos 15 anos que nos brindou com sua presença.

Era alguém que nunca me cobrava nada além de carinho e amor, que era devolvido em dobro, um ser fiel que estava sempre ao meu lado. Era, definitivamente, a “chefe” da casa, mandando e desmandando em todos os outros cachorros –  e, até mesmo, nos humanos da casa (rs).

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Mas, como tudo que desce ao nosso planeta não é feito para durar para sempre, há um ano minha “filha” e melhor amiga, tendo cumprido sua jornada com maestria,  foi descansar no céu dos cachorros. A dor e a saudade que deixou serão difíceis de serem superadas, mas sei que o tempo tudo cura.

Sei que aproveitei ao máximo de sua adorável companhia, mesmo com seus rosnados e olhares ameaçadores. Dei a ela o melhor que pude para que tivesse uma vida feliz e saudável e que, nesse momento, ao lado de São Francisco, seu protetor, continua a olhar por mim de onde estiver, meu anjinho de quatro patas!

Como bem cantou Milton Nascimento: “…qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar…”

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