Cura

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Livrai-nos dos invejosos, amém!

 

 

As pessoas admiram suas qualidades em silêncio e julgam seus defeitos em voz alta. 

Parece só mais uma frase de efeito, mas, no fundo, essa frase demonstra uma correspondência assustadora com a realidade.

A sociedade, totalmente insuportável não podemos negar, simplesmente se delicia apontando os defeitos alheios, como se todo mundo fosse perfeito e ótimos exemplos a serem seguidos.

Quando a pessoa quer botar um defeito – ou vários -, ela coloca e ainda aumenta! Se intromete, tenta deixar do jeito que acha que tem que ser. Mas não é bem por aí, pois o mundo não gira em torno do seu umbigo.

Porra! Foda-se! Tô nem aí para vocês, bando de invejosos!

Ninguém, nem mesmo você – chato – é perfeito e tem a obrigação de mudar para agradar alguém.

Nos achamos experts em observar e apontar os erros de nossos semelhantes, mas não conseguimos aceitar e ficamos furiosos quando nossas falhas são apontadas. É um comportamento humano típico! Essa crueldade com que as pessoas costumam julgar umas às outras é o que me faz achar metade do mundo uma droga.

Sempre que presencio alguém recriminando outra pessoa por um determinado defeito, ou reparando demais em determinada característica, vejo que o ponto que incomoda tanto no outro é aquilo que falta ou sobra dentro dela. Se falta, é inveja por não ter; se sobra, é inveja por não saber lidar com aquilo tão bem quanto o outro. A questão não é ser de tal jeito, e sim se sentir bem sendo de tal jeito!