Um brinde aos sonhadores!

Sim, Amélie estava certa: são tempos difíceis para os sonhadores…Crises, violência, disputas de poder…é, como ter fé e acreditar nos nosso sonhos com tanto mal solto por aí?

O homem é um sonhador.  Ser um sonhador é lutar por aquilo que se quer e não ficar estagnado ao tempo ou espaço, pois somos responsáveis pelo combustível que move o mundo.

Um brinde a nós, eternos sonhadores! Somos soldados e nos curamos a cada ” não vai dar certo” que os céticos despejam sobre nossas cabeças.

Jamais fuja, se exclua ou se diminua…continue criando.

Nunca devemos deixar de sonhar. Que graça teria nossa vida se não fosse nosso poder de ver as coisas com a lente da imaginação? Nada é impossível, nem mesmo as ideias mais loucas, e se continuarmos lutando, conseguiremos, afinal, nada vem de graça. Temos que persistir na batalha, dar o nosso máximo, que só assim conseguiremos tudo que almejamos.

É, são tempos difíceis mesmo para os sonhadores, principalmente para os que decidiram desafiar a fria realidade. Sabemos que não é fácil, mas pior ainda é enfrentar uma vida sem sonhos.

Sonhe…sonhe sempre… mas muito pé no chão e uma pitada de bom senso!Rs.

 

 

 

 

Manifesto Feminista


Nas rodas de conversa, você já deve ter ouvido o termo feminismo, já que estamos vivendo um momento pautado pelo tema. Vejo muitas pessoas xingando e se dizendo contra sem ao menos saber o que significa.

Por favor: o feminismo não é o inverso do machismo! O machismo nada mais é do que um sistema de dominação, superioridade de um sexo em detrimento do outro. O feminismo é um movimento social, filosófico e político que prega a igualdade entre os sexos. Captou a diferença?

Por mais incrível e absurdo que possa parecer, existem mulheres que perpetuam o machismo por aí, impondo a supremacia feminina e, até mesmo, se impondo a outras mulheres. Dizem considerá-lo natural (!!!), se tornando coniventes com sua própria objetificação. Temos que entender que a vida de muitas mulheres ainda é minada, quando não destruída, pelo machismo da sociedade.

Mulheres foram julgadas como incapazes por milhares de anos, mas nos últimos 2 séculos, muitas mudanças vem ocorrendo contra essa opressão histórica. Uma luta que mal começou e que ainda tem um longo caminho a percorrer…

Se os tempos mudaram e nós, mulheres, podemos trabalhar, estudar e ter voz ativa, foi graças ao feminismo, apesar da relutância de algumas “filhas do feminismo” reconhecerem o real valor disso e dizerem não precisar do feminismo. Sim, nós precisamos do feminismo! E o ponto de partida é entender que a sociedade não é igual para homens e mulheres.

Enquanto existirem regras do tipo “mulher não pode isso, mulher não pode aquilo” por trás de um machismo travestido de valores familiares ou bom senso, o feminismo será necessário. Enquanto tivermos que ignorar olhares e abordagens invasivas, o feminismo será necessário. Enquanto tivermos medo de andar sozinhas na rua à noite, o feminismo será necessário. Enquanto houver o medo de ser violentada verbal, sexual ou psicologicamente, o feminismo será necessário. Enquanto nossa média salarial for inferior a dos homens, o feminismo será necessário. Enquanto a sociedade impuser padrões de beleza, comportamento e vida, o feminismo será necessário. Enquanto meu caráter for medido pelo comprimento do meu vestido, o feminismo será necessário. Enquanto não nos sentirmos livres o suficiente para escolhermos ser o que quisermos, o feminismo será necessário.

Ter algo a dizer não significa má atitude. Aliás, se você tem realmente algo a dizer, saia e conte para o mundo! Porque ser feminista é lindo, é importante, é sinal da inteligência e da decência de qualquer ser humano. Como diz a ativista nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie: sejamos todos feministas!

 

O que vale na vida é ter bons amigos!

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Incontáveis pessoas passam pela nossa vida todos os dias. Se você conseguir se lembrar de todos os amigos/colegas/conhecidos que passaram por você, parabéns pela sua memória eidética! Enfim, você, que assim como eu tem o cérebro dentro dos padrões, acaba esquecendo mesmo. São muito poucos aqueles que perduram por anos e anos, não é verdade?

Devo confessar que, a princípio, imaginei que as pessoas que se tornaram parte essencial na minha história não durariam mais do que aquele lindo período escolar, talvez por não confiar muito no ser humano em si. Mas faz anos que estou nesse mesmo”grupo”, crescendo junto e acompanhando cada um em sua jornada.

É verdade que para muitos é complicado manter uma amizade por tantos anos, mas quem disse que é tarefa fácil?? Manter os laços duradouros requer tempo e esforço sim. Requer uma consciência da presença do outro. Requer procura e vontade de saber como andam as coisas, como vai a vida, marcar pequenos encontros com mais frequência. Não se deve deixar uma história assim para depois, para as reuniões anuais, para os aniversários. É necessária a vontade de querer estar realmente por perto, mesmo que a distância os tenha separado.

Conforme a vida adulta vai batendo a nossa porta, dizem que não teremos mais tempo para nada. Nem mesmo para os amigos. Mas quer saber? A realidade é que a gente sempre vai ter menos tempo, menos espaço na agenda, mais coisas a fazer, mais preguiça, mais cansaço e por aí vai…E se acreditarmos verdadeiramente nisso, a vida já era!

Uma amizade verdadeira, sólida, é como casa de vó. A gente não vai sempre, mas ela está lá, ela nos ama, ela lembra muita da gente, e quando a gente vai visitar, rapidinho ou pra ficar sem hora pra ir embora, é a maior delícia e a comida é sempre mais gostosa.

Uma amizade só vale ser cultivada se te faz bem. Se você, quando está ao lado deles, se sente parte de uma coisa muito maravilhosa, maior, magnífica, que transcende as coisas que a gente consegue explicar. Se há respeito. Se ninguém fica querendo te botar pra baixo com desculpinha de que ‘ah, é só brincadeira’. Onde já se viu amigo querer te deixar bolado? Amigo bota sorriso no rosto, seca suas lágrimas e divide comida, protetor solar e espaço na cama.

É sério isso. Não se esforce pra ter ao seu lado alguém que não te faz bem. Que não te quer bem. Amizade é o seu murinho de amor que te protege de todas as coisas horrorosas que esse mundo fica tacando na gente. E não dá pra ter buraco nesse murinho. Tem que ser divertido, gostoso, bom, alegre. Se não, não vale a pena.

“Não fossem os amigos de infância e o espelho, a gente nunca saberia que está ficando velho.” (Ziraldo)

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À Jully

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De volta ao ano 2000…ano que deu início à nossa história. Um presente há muito desejado (comum nessa fase da vida): meu primeiro bichinho de estimação. O coração ao mesmo tempo alegre e ansioso indo ao encontro da realização de seu sonho.

Foi amor à primeira vista. Como explicar essa sensação causada por esse pequeno ser de quatro patas que eu mal conhecia? Será seu olhar cativante? Sua empolgação por alguém que nunca havia visto? Sinceramente? Não existe explicação e ponto! Uma certeza já estava comigo: se chamaria Jully.

A cada dia que passava, esse novo membro da família encantava e cativava todos ao seu redor. Mesmo demonstrando grande independência e até mesmo um ar autoritário e esnobe, essa “criança” demonstrou a imensa companheira que podia ser nos 15 anos que nos brindou com sua presença.

Era alguém que nunca me cobrava nada além de carinho e amor, que era devolvido em dobro, um ser fiel que estava sempre ao meu lado. Era, definitivamente, a “chefe” da casa, mandando e desmandando em todos os outros cachorros –  e, até mesmo, nos humanos da casa (rs).

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Mas, como tudo que desce ao nosso planeta não é feito para durar para sempre, há um ano minha “filha” e melhor amiga, tendo cumprido sua jornada com maestria,  foi descansar no céu dos cachorros. A dor e a saudade que deixou serão difíceis de serem superadas, mas sei que o tempo tudo cura.

Sei que aproveitei ao máximo de sua adorável companhia, mesmo com seus rosnados e olhares ameaçadores. Dei a ela o melhor que pude para que tivesse uma vida feliz e saudável e que, nesse momento, ao lado de São Francisco, seu protetor, continua a olhar por mim de onde estiver, meu anjinho de quatro patas!

Como bem cantou Milton Nascimento: “…qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar…”

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