Um brinde às diferenças!

 

Definitivamente: está se tornando cada vez mais complicado se relacionar com os outros, com o diferente e as diferenças. Desde o nascimento, nós, seres humanos, começamos a criar laços, a conhecer, a lidar com o mundo ao redor e com pessoas que nem sempre são parecidas com a gente.

O tempo todo nos deparamos com a diversidade, com aquilo que na maioria das vezes não casa com o que pensamos, queremos ou aprendemos a pensar. Nem sempre as diferenças são negativas; muito pelo contrário: as diferenças, em sua grande parte, somam, nos ensinam, nos fazem refletir. No entanto, elas vão de encontro com tudo aquilo que internalizamos e que demoramos anos para tal, des(constróem) pilares de conceitos e opiniões e nos angustiam, porque estando frente a elas, nos deparamos com nossas próprias limitações.

No nosso contexto, ser único é constantemente nadar contra a maré. Somos ditados pela voz da maioria, seguimos a boiada e os que se percebem diferentes são vistos como estranhos, anormais. Mas, afinal, quem pode se afirmar normal nesse mundo louco em que vivemos?

Percebi que a beleza do ser humano está justamente na diversidade de maneiras de ser, agir e pensar. Percebi o quanto podemos ser diferentes e mesmo assim viver. Basta respeitar!

Um brinde às diferenças, às diversidades, ao desconhecido. Porque bonito é quem sabe conviver com a variedade, com as distinções de forma pacífica e respeitosa.

 

 

 

Você é linda SIM!

Tá bom, não são todas as revistas que lemos que irão dizer a mesma coisa, mas não podemos negar que grande parte é composta por textos que nos fazem sentirmos péssimas com o que temos em nossos armários, com o que somos, com o nosso cabelo. Nos fazem pensar que só seremos completamente felizes e lindas se tivermos tudo aquilo que é dito.

Isso nos faz questionar seriamente sobre as nossas vidas e sobre nos aceitarmos exatamente do jeito que somos. Podemos sim arrumar algo aqui, nos maquiar de determinada forma, dar um brilho no olhar, perder aqueles quilinhos extras. Certamente que tudo é válido, pois, em alguns casos, se tornam uma questão de benefício à própria saúde.

O que pretendo é mostrar para você, mulher linda, que não há porque tentar se transformar naquilo que umas páginas de revistas tentam nos mostrar. Milagres não acontecem e o melhor da vida é podermos nos sentirmos lindas todos os dias, exatamente do nosso jeitinho. Não será uma olheira, um cabelo despenteado, uma unha sem fazer que fará de você uma mulher feia.

Cada uma de nós tem um brilho especial que deve ser valorizado, principalmente na sociedade em que vivemos, cheia de conceitos e paradigmas lançados pelo mundo da moda e pelas línguas que, na falta do que dizer, só tentam nos pôr para baixo e nos tornar escravos dessa ditadura, que transformam tanto a vida de uma mulher que, no fim das contas, nem se reconhecem mais ao encarar o espelho.

Devemos acabar com isso. Se você não frequenta a academia, é criticada sem nem mesmo expor os motivos que a fazem ser assim. Vivemos em um mundo onde não existe o mínimo de empatia pelo outro, já que criticar, apontar o dedo, dizer que fulana é feia, mal arrumada é muito mais fácil.

Respeito pelo jeito de ser de cada uma devia ser regra básica para o convívio em sociedade. TODAS as mulheres, seja ela da idade que for, tem uma beleza que é única e cada uma de nós precisa ser valorizada exatamente pelo que somos, com nossos defeitos, com nossas vontades e desejos.

Pare de dar ouvidos ao que as línguas venenosas estão dizendo. Aceite o seu cabelo, a sua voz, a sua forma de ser. Mude só aquilo que não te faz bem, mas pare de tentar ser perfeita, pois a perfeição é algo que não existe, é apenas uma ilusão sem fim. Ninguém é perfeito. A vida é mais do que andam espalhando por aí, é mais leve, mais bela e a beleza está nos olhos de quem vê.

Você só se sentirá verdadeiramente linda quando se aceitar, mesmo com aqueles quilinhos a mais, usando seu cabelo do jeitinho que ele é ou dentro daquela roupa que não é bem vista aos olhares alheios…e é isso que muda tudo. Não são as pessoas que precisam mudar e sim os pensamentos que você carrega aí dentro. Você precisa aceitar certos defeitos que não te atrapalham em absolutamente nada, porque só assim você conseguirá o respeito alheio.

Comece essa mudança agora. Se olhe com carinho ao acordar. Respeite o seu ritmo, suas vontades, seus desejos e se sinta linda da sua maneira, pois só assim valerá a pena uma mudança ou investimento em relação à sua beleza.

Aprenda a se amar do seu jeito, jogue seu cabelo natural ao vento e deixe-o ser sua marca registrada, a diferença que faltava no meio de tanta cópia espalhada por aí, agradeça os elogios e descarte as ofensas, bem no estilo jogar no lixo, pisar e sambar em cima (rs), ignore os pobres de espírito e tenha um enorme orgulho se si mesma, só assim você se sentirá ainda mais linda!

À deriva

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Você acreditava em um sonho…e isso te fazia sorrir. Então você decidiu correr até ele e transformá-lo em um plano, um guia. Todo o caminho estava traçado ali, não havia mais o medo de se perder, bastava segui-lo. Em seu barco vão a fé, força de vontade, coragem, atitude e a esperança. A viagem é para os fortes e a maior apoio que irá conseguir, certamente virá da sua própria tripulação!

Todos a bordo!

E o tempo passa… passa…passa…voa. As folhas arrancadas dos calendários dariam voltas e mais voltas na Terra. Alguns desses dias foram de sol, porém as tempestades eram frequentes e te chacoalharam violentamente, te deixaram com marcas e cansado. Arrastaram seu barco pra mares que você não reconhece no seu mapa. Você está perdido, à deriva…e não consegue perceber ou aceitar… Um pobre barquinho, distante de qualquer porto que lhe ofereça acolhida. A quem pergunta, você sequer sabe responder como ou quando foi que isso aconteceu. “Onde eu errei??”

Contudo, como bem sabem os aventureiros, perder-se é necessário antes de se encontrar.

A esperança, única companheira que sobrou à bordo, te faz lembrar o porquê de você mesmo, o próprio capitão da embarcação, ter se lançado ao mar. E esse é o impulso mais forte que suas velas experimentaram, talvez mais forte que o primeiro. E é isso que este barco precisava para voltar a navegar.barquinho